Foto: Vitória Sarturi (Diário)
No primeiro dia de provas do Vestibular 2026 da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a movimentação em frente aos locais de exame foi marcada por ansiedade, expectativa e histórias de longas trajetórias de preparação. Entre os candidatos, estudantes que tentam há anos uma vaga no Ensino Superior relataram sentimentos de confiança, cansaço e esperança às vésperas do fechamento dos portões.
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Aos 20 anos, a santa-mariense Dandara Fialho busca uma vaga em Medicina e estuda para vestibulares há três anos. Para ela, a rotina intensa exigida por um dos cursos mais concorridos do país demanda persistência diária, independentemente das circunstâncias pessoais.
– Quem quer Medicina precisa de muita resiliência. Estando bem ou mal, tu sabes que teu sonho custa esse estudo –
afirma.
Dandara destaca que, apesar do nervosismo natural, o primeiro dia de provas também representa o momento de colocar em prática tudo o que foi construído ao longo da preparação. Segundo a estudante, a estrutura do vestibular da UFSM, diferentemente do Enem, exige resistência física e emocional, já que as provas acontecem em dias consecutivos.
"Hoje, eu me sinto realmente preparada"
Entre as candidatas de Santa Maria, Laura Teixeira Fontoura, de 22 anos, tenta uma vaga em Medicina Veterinária e vê o Vestibular deste ano como o resultado de um processo de amadurecimento pessoal e acadêmico. Após quatro anos de tentativas, ela relata que a preparação foi além do conteúdo programático, envolvendo também apoio emocional e construção de confiança.
– Hoje, eu me sinto realmente preparada. Estou calma, e isso é muito importante – avalia.
Laura também ressalta a importância do ambiente coletivo durante a preparação, especialmente o apoio dos professores e a troca com colegas que vivem a mesma rotina. Para ela, dividir o processo torna o peso da cobrança mais leve e fortalece o emocional no momento decisivo.
"Cada palavra de incentivo durante a aula faz muita diferença"
Essa experiência compartilhada também é destacada por Paloma Munhoz dos Santos, de 19 anos, que divide a trajetória de estudos com Laura. A estudante conta que o ano foi intenso, com altos e baixos, e que a convivência diária com amigos e professores foi fundamental para manter a motivação.
– Cada palavra de incentivo durante a aula faz muita diferença. Eles são um pilar na nossa caminhada – diz.
Às vésperas da prova, Paloma prioriza a tranquilidade como estratégia e demonstra maior afinidade com as áreas de humanas. No pré-prova, ela e a amiga buscaram manter hábitos do cotidiano, como conversar, tomar chimarrão e criar um clima positivo antes do início do concurso.
Entre expectativas sobre o conteúdo, previsões para o tema da redação e o esforço para controlar a ansiedade, os candidatos viveram um momento simbólico: a materialização de anos de estudo em poucas horas de prova. Para muitos, independentemente do resultado, o vestibular já representa uma etapa de aprendizado e crescimento pessoal.